Prontos para afirmar

Que efeitos tem a pandemia do coronavírus na mais velha profissão do mundo? Como será que as prostitutas e os prostitutos em Portugal estão a viver as medidas de contingência face à covid-19? Foi com estas duas perguntas em mente que decidi criar um projecto jornalístico dirigido a minorias sexuais e trabalhadores do sexo: este mesmo, o Afirmativo, com nascimento oficial nesta quarta-feira, 25 de Novembro.

É um projecto que se afirma desde já temporário. Com a ajuda de outros jornalistas e autores, vou actualizá-lo até ao fim de Fevereiro de 2021, data a partir da qual é possível supor que a pandemia comece a recuar. Depois de Fevereiro, o site permanecerá online, sem novos conteúdos, passando a ser um arquivo e um retrato dos efeitos da “segunda vaga” do coronavírus.

O Afirmativo é exclusivamente financiado por um fundo do Centro Europeu de Jornalismo (EJC) e está longe de pertencer a grupos ou tendências. Não faz juízos sobre a prostituição nem toma partido a favor ou contra a legalização desta actividade. Serve para contar histórias com as ferramentas do jornalismo, na convicção de que este serviço é útil à comunidade.

O “amor remunerado”, como lhe chamou um escritor, nunca pára frente a restrições legais ou alertas de saúde e muitas das pessoas que a ele se dedicam podem até viver à margem de convenções ou sistemas. Mas são afectadas pelas crises actuais e precisam de esclarecimento adequado, de presença no espaço público, de palavra de esperança — como qualquer cidadão.

Bruno Horta
bruno@afirmativo.net

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