HIV: menos auto-testes de diagnóstico durante a pandemia

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Mais de 3.300 auto-testes de detecção do vírus da sida foram vendidos nas farmácias portuguesas entre Outubro de 2019 e Outubro de 2020, noticiou a TSF. Trata-se de testes que qualquer pessoa pode comprar e utilizar em casa, sem precisar da intervenção de um profissional de saúde.

Os auto-testes, ou testes de auto-diagnóstico, como também são conhecidos, começaram a ser vendidos pela primeira em Portugal precisamente em Outubro do ano passado. Até então só era possível fazer um teste ao HIV através do sistema nacional de saúde ou de espaços próprios de organizações não-governamentais, mas não individualmente e em privado, como por exemplo acontece desde há muito com os testes de gravidez.

São testes que detectam rapidamente os anticorpos para o vírus da imunodeficiência humana, através de algumas gotas de sangue após uma picada num dedo“, pelo que podem ser utilizados em casa, alega a Direcção-Geral da Saúde.

De acordo com a TSF, que citou dados da Associação Nacional de Farmácias, a procura destes auto-testes teve um pico inicial, com quase 390 unidades vendidas em Outubro de 2019 e 400 no mês seguinte. As vendas desceram em 2020 e atingiram mínimos em Abril, quando se compraram pouco mais de 190 auto-testes, o que é interpretado como um efeito das medidas do Governo para fazer face à pandemia da covid-19, com a correspondente dificuldade de acesso das pessoas às farmácias por via do confinamento ou das limitações à circulação.

Os auto-testes à venda em Portugal são exclusivamente da farmacêutica americana Mylan e custam cerca de 25 euros por unidade. Cada unidade permite fazer apenas um teste.

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