Queixas sobre serviços de saúde dispararam nos últimos 10 meses

Uma análise divulgada esta semana pelo Portal da Queixa indica que as reclamações relativas ao sector da saúde em Portugal tiveram um aumento de 71 pontos percentuais entre o início do ano e o dia 9 de Novembro, face a igual período no ano passado. A maioria diz respeito a serviços privados de saúde.

Nos primeiros dez meses deste ano houve 6.103 reclamações registadas pelo Portal da Queixa, enquanto no mesmo período de 2019 tinham sido registadas 3.573 reclamações. O sector privado regista 64.9% do total de reclamações e o setor público regista 35.1%. Relacionadas com a covid-19 estão 21% das queixas.

Os números agora conhecidos indicam também que os meses de Julho e de Outubro foram aqueles em que mais pessoas preencheram reclamações sobre serviços de saúde, com 676 e 734 registos, respectivamente.

O contexto pandémico veio agravar a insatisfação dos consumidores face ao sector da saúde, traduzida no crescimento exponencial de reclamações dirigidas aos vários agentes de saúde públicos e privados, expressando um alerta para a necessidade de melhorar a eficácia dos serviços prestados“, refere a análise do Portal da Queixa.

De acordo com o estudo, o maior volume de reclamações visou planos e seguros de saúde, farmácias, hospitais e maternidades, e ainda grupos de saúde privados. Os principais motivos de reclamação foram a “dificuldade de marcação de consulta” e o “mau atendimento”. 

Citado num comunicado oficial, Pedro Lourenço, responsável pela plataforma, afirmou que o Serviço Nacional de Saúde “continua a registar taxas de insatisfação muito elevadas de ano para ano, não demonstrando melhorias contínuas no serviço prestado“. Defendeu ainda que “o serviço privado de saúde continua a não ser uma alternativa viável para a maioria das famílias portuguesas“, devido à “cobrança de valores exagerados“.

Portal da Queixa identifica-se como uma “plataforma global de comunicação entre consumidores e marcas”. O site foi criado em 2009 e todos os meses é consultado por cerca de dois milhões de consumidores, de acordo com números divulgados pela pópria plataforma.

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